Trecho do diário de um nada autêntico suicida
Rasgo as tranças noturnas no abraço desgraçado que um dia condenou a morte.
Beijo benevolente o teu escarro moldado na pútrida esperança de algum viver.
Te conto o segredo gangreno inoportuno em alguma vida-morte externa.
Gargalhadas ao som de teus berros grasnados qual dama condena na torre suprema.
Invejo contento este fim que não tomo mas condeno ao teu destino augusto.
Prossigo invisto no destino ausente do teu porto te roubo os pilares, cais no véu incólume da inocência perdida ingênua procissão chamada vida.
Enforco com os mantos da penumbra as flores estocadas na futura presença de meu corpo ordinário, com qual sugo os resquícios que te sobram no vento desta infâmia.
Desinfeto esta subordinação ordinária exposta nos caminhos do meu transcorrer mútuo.
Vomito os segredos aclamados na solidão pública da valacomum, na merda transcrita.
Explico os motivos infestos do silêncio da repudia consciente na obra cortada.
Peço-vos, não te assusteis por estas dissonâncias divinas com o que alguém um dia clamou ante a desgraça e nomeou como vida.
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