sábado, 27 de dezembro de 2008

gritos no silêncio

as mudas do silêncio me perseguem no vazio altuado pelo teu calar
espero por tuas palavras - me deparo com o louco vazio da espera iludida
o sons são etéreos, as palavras meras reticências de um velho dicionário
o espaço que se cria entre teus lábios ausentes (conscientemente)
e as ranhuras perdidas no pulso friamente dilacerado - cortes de um passado morto


"por favor que me cortem as asas feridas,
a dor é grande, as lágrimas são várias/áridas,
o sangue que não tenho me deixa... por favor não me deixe morrer,
POR FAVOR NÃO NOS DEIXE MORRER"

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