um dia o seu traço fora belo,
em uma tarde o sorriso mostrou-se puro
(instante puto)
as palavras fizeram-se saudáveis
sinceras, mudas, caladas,
peças de uma ilusão inversa
a noite me contaram um conto
acordei em seus braços
- isisto no seu vazio
a luzes são sólidos
momento em chamas:
elas queimam o que sinto
a pele derrete-se como vela
lenta e pesarosamente
como se aos poucos desfalecesse
uma noite ouvira um conto
hoje ele apenas o lê sentado, silencioso
como que a espera de vê-lo surgir
- ...como se fosse primeira primavera -
as páginas são frágeis,
traços de um momento
ele apenas as vê...
sente-se dentro, como se fizesse parte
chora lentamente ao descobrir...
DESCOBRE
(mas não te pode contar)
a luzes são fracas
seu corpo insano enfraquece
sente um vazio que corrói invade alucina
não sinte o corpo em si
como se dominado por um vazio em si
ou a simples falta de si...
o sangue inexistente gela,
a carne enregela
(o gélido ácido se esparrama
como que saboreando suas agruras
dilacerando cada sentido que um dia demonstrou)
será que ele ainda está por aqui?
"sente pontadas alucinadas, seu corpo cai, treme,
não se sente, as vozes gritam, confessam-lhe,
não consegue, insuportável, transtorno...
a voz lhe falta, o ar não se faz,
o pulso estanca...NÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
...memórias de uma vida
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário