Alguns arriscam dizer que estamos fadados ao destino, outros, que somos nos que fazemos nosso próprio destino. Confesso-vos no entanto, que a cada aurora que contemplo acredito mais e mais que não fui fadado, nem que também fi-lo mas que o fizeram por mim. Vejo que meus passos não eram tão sem propósito, ou melhor, a estrada que vinha pela frente, não era em vão, muito menos aleatória. Pode-se pensar até que era docemente posta à minha passagem para que inocente e dócil eu trilhasse.
Quem o faria? Não sei ao certo. Poderia responsabilizar entidades, criar deuses, acusar visões... Prefiro deixá-la quieta, sem correr o risco de "acusá-la" de tão belo propósito, ou ao menos é isto que me parece, como também sinto.
As marcas a tempo haviam sido deixadas, os olhares uma vez contemplados, obviamente ficaram marcados, pelos sulcos na bruma da alma. Descubro que aquelas noites não haviam sido em vão, como também já estava "alegremente fadado" ao sono de seu beijo. Confesso no entanto: agradeço a falta dos hipócritas, ao miado dos asnos, ao grito dos patetas, idiota em sacro. O resquício que mantenho, no entanto, não é em vão... Talvez inútl, mas não vão. Guardo o casto canino a estrépida jugular de um covarde. E pior, traspassa a noite de meus olhos, flecha em feltro... Em chuva hei de devolver.
Mas prossigo nos rastros que vou deixando, sabem que não cairá, sabem que não cairía, eu não sabia. O próposito perdido, na moldura de um luar.
Arrependia-me vagamente, pelo silêncio auscultado em meu sorriso. A carícia perfídia, a qual, por vezes sonhei ter retirado... Sono vão... Perdido no vazio das palavras... Olvidado nas areias do destino...
em prómixo instante prossigo....
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