Convidei-a em minha ausência. Sentia rapidamente o torpor dominar meu corpo, trair meu casto desejo. Dominado por palavras, imagens, afagos estranhos mas calorosos [as cordas pareciam se disolver]. Prosseguia inconscientemente abobalhado. Beijava o asfalto passado, saboreava as mágoas perdidas. Contava os segredos aos fantamas de meus pulsos. Era um, sou vários, dor em aquário. Olvidei no entanto essa flor. Hibernei meu ardor. Procurei então o rasgo que sabiamente me arrastava, e estupidamente eu delineava, moldava, sondava. Eram mentiras supérfluas, ego na triste transição, vida em transmutação do ser. Não procurava, desejava, coletava, rasgava, mordia, ronronava, resmungava, chorava, ODIAVA: EGO NA TRISTE TRANSIÇÃO.
Sabia qual meu prosseguir, sabia qual meu doer, sabia qual meu sucumbir, sabia... Bradei então aos otários, confessei ao estúpidos, sabia contudo o reflexo de meu rascunho. Ecoava pelas salas, cobria as noites, maldizia as verdades.
Contava a elas o segredo: ...
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