sábado, 2 de agosto de 2008

Continuei sem sentido; acabara por promulgar inocentes palavras, perdidas no vazio da solidão. Lastimava a ânsia que incontrolável despertara. Rabiscava novos passados, desenhava outros olhos. Meu ego suicida acanhava-se com a sua vista, recolhia meus braços, perguntava sem ao menos lhe dizer; ela não escutava, afinal, eram palavras mudas que languidamente parecem cristalizar-se no olhar passado. Desistira. Não se via fim, muito menos começo. Não havia trilha, não sentia nada, apenas o vazio dos campos em algodão. Os quais pastava saboreando a amargura de minhas mãos vazias... Passei a dormitar na relva de meus sonhos. Escutava somente o piar das vacas, o grito das formigas, o mugido dos pássaros, o brilho das estrelas, o estouro da minha ausência. Cavava minha cova, em constante alegria/loucura, era o destino de meu lacrimejado ser... Chorei os prazeres que não viriam, sobrevivia sem ao menos pestanejar a procura de meu leito. Atravessei os rios que desnudavam meu peito, os quais por esse mesmo motivo eu evitava observar/absorver. Saltava sem transparecer. Por fim, em noite de névoas, beijos lembrados, abraços sentidos, frio em triste torpor, eu destinei a noite àquele sorriso que outrora conhecera, talvez tivera; destinei sem saber bem o porque, muito menos para quê.
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Assim transcorreu essa noite em meu recosto de pedras partidas, mas que no entanto me davam a impressão de estarem simplesmente feridas. A noite fora muda.


Por trechos o seu silêncio seguiu, no entanto, eu não calei, prossegui... Fora aflito, estava morbido...

Acordara no dia próspero, até que...


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